Sem abrigos

  Eles fazem parte de todos os bairros

Das grandes cidades,

Não sei se só por condições socioeconómicas,

Se, a maior parte das vezes,

Não será por filosofia de vida.

Os animais são os seus melhores amigos,

O céu é o seu tecto,

Uns cartões e uns farrapos são a sua cama,

A rua é a sua casa

Alguns têm uma figura poética,

Despidos de todos os bens materiais,

Vivem indiferentes a tudo e a todos.

Contudo, sinto, que embora nos pareçam figuras patéticas

Eles mantêm a sua dignidade,

Coisa que, outros, bem instalados na sua
Vida pequeno-burguesa,


HÁ MUITO PERDERAM!